Câncer de pele

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Sol é sinônimo de verão, época do ano em que as praias lotam de pessoas que buscam descansar nas areias e se refrescar no mar. Porém, o maior símbolo da estação pode se tornar um inimigo. Nesse clima de férias e relaxamento, muita gente acaba descuidando da saúde, principalmente a da pele. Para atingir o bronzeado desejado, algumas pessoas esquecem ou optam por não usar o protetor solar.

O problema é que os raios ultravioleta – principalmente os do tipo B – do sol conseguem atingir as camadas mais profundas da pele, podendo causar alterações nas células e, consequentemente, gerar envelhecimento precoce, lesões e câncer de pele, que representam cerca de 25% de todos os tumores malignos diagnosticados no Brasil.

Além da exposição excessiva ao sol, principalmente na infância e adolescência, a não utilização do protetor solar também é um dos fatores de risco do câncer de pele, que surge majoritariamente após os 40 anos e tem maior probabilidade de se desenvolver em pessoas de peles e olhos claros ou com histórico familiar da doença.

Para minimizar os efeitos do sol, recomenda-se a aplicação de protetor solar a cada duas horas e evitar exposição muito longa entre as 10h e as 15h. O uso de chapéus e óculos também são importantes. Para cuidar de sua pele, a receita pode ser a mesma que a de um bom descanso: sombra e água fresca. Sem esquecer do protetor, é claro.

 

Tipos

Existem três principais tipos de câncer de pele: o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e os melanomas.

Os carcinomas basocelulares, os mais comuns, apresentam crescimentos mais lento, podendo demorar algumas semanas até atingir 1cm. Surgem, normalmente, como uma mancha rosa ou avermelhada. De início, podem se assemelhar com uma espinha ou picada e, ao crescer, é comum que sangrem. Apesar do risco de metástase – formação de uma nova lesão em outro local – ser pequeno, menos de 1%, podem afetar os tecidos adjacentes.

basocelular

Os carcinomas espinocelulares são os segundos mais comuns. Eles apresentam rápido crescimento, em forma de uma lesão elevada ou nódulo de coloração vermelha, podendo apresentar crostas. Se não tratado, pode se disseminar para outras partes do corpo – normalmente, os gânglios linfáticos, mas também podem aparecer metástases  em outros órgãos como pulmões, fígado e cérebro, o que acarreta em risco de vida.

espinocelular

Os melanomas, que representam apenas 4% dos casos, surgem em forma de uma pinta, seja uma já existente ou uma que apareça repentinamente. A lesão se desenvolve rapidamente, podendo apresentar crescimento ou mudança na forma da lesão. Apesar de serem o tipo mais rápido, são os mais perigosos também, por possuírem maior capacidade de metástase.

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Diagnóstico

É bom prestar atenção nos sintomas. Caso haja manchas na pele que coçam, ardem, escamam ou sangram, procure um médico dermatologista. Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor podem ser outros indícios também, assim como feridas que não cicatrizam após quatro semanas.

A partir da suspeita do real surgimento do câncer, uma biópsia da pele pode confirmar o câncer. Outros exames, como ultra-sonografia, ressonância magnética ou tomografia computadorizada são pedidos em casos específicos, normalmente quando a lesão está em estágio avançado ou em que haja suspeita de metástase.

 

Tratamento

Todos os casos de câncer de pele devem ser diagnosticados e tratados precocemente, inclusive os de baixa letalidade, que podem provocar lesões mutilantes ou desfigurantes em áreas expostas do corpo, causando sofrimento aos pacientes. Felizmente, há diversas opções terapêuticas para o tratamento do câncer da pele não-melanoma. A modalidade escolhida varia conforme o tipo e a extensão da doença, mas, normalmente, a maior parte dos carcinomas basocelulares ou espinocelulares pode ser tratada com procedimentos simples. Conheça os mais comuns:
Cirurgia excisional – Remoção do tumor com um bisturi, e também de uma borda adicional de pele sadia, como margem de segurança. Os tecidos removidos são examinados ao microscópio, para aferir se foram removidas todas as células cancerosas. A técnica possui altos índices de cura,e pode ser empregada no caso de tumores recorrentes.
Curetagem e eletrodissecção – Usadas em tumores menores, promovem a raspagem da lesão com uma cureta, enquanto um bisturi eletrônico destrói as células cancerígenas. Para não deixar vestígios de células tumorais, repete-se o procedimento algumas vezes. Não recomendáveis para tumores mais invasivos.
Criocirurgia – Promove a destruição do tumor por meio do congelamento com nitrogênio líquido, a -50 graus. A técnica tem taxa de cura menor do que a cirurgia excisional, mas pode ser uma boa opção em casos de tumores pequenos ou recorrentes. Não há cortes ou sangramentos. Também não é recomendável para tumores mais invasivos. Cirurgia a laser – Remove as células tumorais usando o laser de dióxido de carbono ou erbium YAG laser. Por não causar sangramentos, é uma opção eficiente para aqueles que têm desordens sanguíneas.

 

Fique ligado, câncer de pele é sério! Use sempre bloqueadores solares e qualquer mudança em sua pele, como manchas escurecidas ou pequenas lesões, procure um dermatologista!

 

Fonte: hagah.com.br e sbd.org.br

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Maquiadora e Esteticista em Tainá De Lucca
Olá, me chamo Tainá e sou apaixonada por Estética & Beleza. Estou cursando o último ano de Estética e Cosmética e então resolvi criar um site para divulgar meus trabalhos e conhecimentos na área.
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